Pediram para escrever sobre a vida, a infância que tanto ausento, por mais que a tenha viva em mente, mas para que colocar em versos e prosas mais do que aprendi com ela? De certo modo estaria eu, em pequenos versos expondo o que tanto ocultei para que a minha sanidade, intacta permanecesse.
Quem dera por para fora sem ser subliminarmente e por meio da escrita o que tanto adoeceu minha alma, mas é justamente aqui, por meio da escrita, da literatura que achei a cura para a alma que um dia se segurou ao máximo para não ver o além. Desvendar-se por meio de palavras escritas em um belo poema, é desnudar-se para aqueles que a alma assim como a sua de certo modo passou por algo igual, parecido ou até maior do que a sua. São almas interligadas por algo muito maior.
Sobre a vida? Escrevi o bastante para dizer que sobrevivi e que com a infância amadureci o suficiente para ter a plenitude de como seguir em frente.

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